Os grupos do Facebook como ferramenta de comunicação

sharpweb maio 13, 2019 0 Comentários

Os grupos do Facebook são uma forma de interação menos compromissada que as fanpages, equivalentes às comunidades do finado Orkut, porém, com uma roupagem moderna e democrática, nesse espaço não cabe a um indivíduo ou organização disseminar suas ideias. Todos os membros podem se manifestar, seja a favor, seja contra, seja dissidente. Cada pessoa tem uma forma de pensamento e tem também o direito de expor o mesmo, se necessário.


É importante recordar que desde 2018 o Facebook vem alterando o algoritmo da rede priorizando a experiência do usuário. Os grupos vem ganhando destaque nessa mudança e, com isso, vem se tornando uma ferramenta incrível para disseminar conteúdo.


Como nas páginas, é possível eleger administradores e moderadores para gerenciar os interesses do grupo e filtrar o conteúdo, de acordo com as regras pré-estabelecidas nas diretrizes.

Existem diferentes “níveis de privacidade” na criação de um grupo.

Aberto: todos os posts são públicos e é possível se fazer presente nos debates, mesmo quando se está fora do grupo.

Fechado: os posts se tornam visíveis, a partir do momento em que o usuário tem entrada autorizada.

Secreto: o grupo é totalmente invisível e só pode ser acessado com um convite interno.


Os grupos, como forma segmentada de interação, reúnem os mais diversos interesses e temas, como esportes, filmes, culinária, política, de forma genérica ou com temas específicos.


Dessa maneira, é um ótimo selecionador de público e um poderoso gerador de engajamento, já que a diminuição do alcance orgânico das fanpages é algo que se tornou rotineiro por parte da plataforma.


Os membros dessa comunidade são extremamente interessados em seu conteúdo, criando alta rotatividade de postagens e discussões.


É possível vincular sua fanpage a um grupo, no entanto deve-se atentar ao fato de que esse é um local de interação, não divulgação, funcionando como uma plataforma de marketing de conteúdo, não como um outdoor ou um megafone. Saber da existência de um produto não implica ter interesse nele. A abordagem errada gera desinteresse.


A popularização dos smartphones fez o Facebook correr atrás e modernizar seu mobile. Os grupos eram os que mais sofriam com escassez de recursos. Hoje, tudo pode ser gerenciado por um celular: publicações, regras, membros, atividade do grupo e estatísticas sobre novos integrantes e engajamento, além da possibilidade de escolher uma cor para a interface, aos que têm interesse de manter uma identidade visual. Um marco, pois antes só era possível administrar pelo desktop.

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Pedro Guilherme